Home > Blog > Colaboradores > O ÓBVIO E AS MÍDIAS SOCIAIS – UM BALANÇO DO SMWSP

SMW

Colaboração:
RENATO GALISTEU – Jornalista.

E-mailTwitter.

De 7 a 11 de fevereiro, São Paulo foi uma das sedes do evento mundial “Social Media Week”, que aconteceu simultaneamente em Nova York e São Francisco (EUA), Roma (Itália), Paris (França), Toronto (Canadá), Londres (Inglaterra), Hong Kong (China) e Istambul (Turquia). O evento rolou no auditório da Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP), no centro da capital paulista.

Em poucas palavras, vou tentar resumir pontos que foram pauta de ciclo de palestras, mas que pareceram um vácuo dentro da real necessidade do mercado corporativo atual.

RELACIONAMENTO
Em suma, houve mesmo muito que debater, mas pouco a absorver. Rolou bastante discurso do óbvio quanto ao relacionamento ativo nas redes sociais voltados à defesa de marca. Todos que atuam com web sabem que é extremamente importante responder e dar “voz” ao cliente/ usuário. E isso não é um fator internet, mas sim algo que deve acontecer em qualquer momento, principalmente no relacionamento “físico”, no contato, no “olho no olho”.

Deixar de atender necessidades ou de responder a uma solicitação causa buzz irregular na rede, onde a marca pode perder muito devido ao mau atendimento. Só que, aliás, isso já não acontece com os call centers? Por mais que a web seja a atual menina dos olhos de todas as companhias, não foge à regra do relacionamento tradicional, onde educação, proatividade e competência são os princípios de qualquer base de fidelização à marca.

EGITO
Outra grande discussão foi a revolução Twitter na tomada do poder pelo povo no Egito. Devemos lembrar que o Twitter foi ferramenta de informação e distribuição de informações, mas quem fez a verdadeira revolução foram os mais de 60 mil egípcios que estiveram por dias enfrentando corpo a corpo as duras barreiras e repressões do ex-presidente Mubarak.

A internet é um importante (se não o maior) meio de comunicação da atualidade, mas também é sinônimo de comodidade. De que adianta twittar e reclamar o dia inteiro no Facebook, se a noite você vai para a sua casa e nada fará para, de fato, mudar os acontecimentos? Me coloco nessa situação também.

JORNALISMO
Em outro momento, a discussão foi “O Twitter serve de pauta para o jornalismo?”. Diria pouco sim e muito não. Os fatos acontecem sem a necessidade de um Twitter, fazendo com que o microblog seja apenas uma ferramenta de distribuição da informação (vide o caso que acabo de escrever sobre o Egito), mas há grandes jornais que usam o Twitter como pauta. Nesse caso eu posso apontar para a conta do Estado de São Paulo (http://twitter.com/estadao), onde qualquer burburinho na web torna-se parte integral das divulgações na timeline dos seguidores. Isso é jornalismo? Na minha opinião sim, mas apenas para quem acredita que jornalismo é só isso.

É necessário lembrar que o Estado de São Paulo é um dos maiores impressos do País e esse tipo de atitude traz uma nova identidade à marca, que foge em anos luz do ideal de credibilidade. Twittar não pode ser compulsão, mas sim necessidade de divulgação, veiculação neste caso. O Público do Estado não é o mesmo da Capricho, certo? No último mês, o administradores da conta mudaram o foca da comunicação devido a algumas reclamações de jornalistas da casa.

CONCLUSÃO
De tudo que li, ouvi e anotei, vejo que nada mais que o óbvio foi apresentado. Tirando os cases apresentados pela Agência Click, todo o resto foi muito pastel, óbvio.

Link Case – KLM

Ao menos eu não notei informações realmente diferenciadas. Aliás, coloco as discussões de georeferência noutro patamar, pois foi o único momento onde ferramentas como o Foursquare tiveram “voz” para explicar a verdadeira intenção de sua criação – que é bem diferente da excitação de alguns usuários (principalmente brasileiros) em dar check in a cada esquina que passa.

Tratar bem o cliente, atender de forma rápida e eficiente, solucionar e identificar problemas antes que eles se tornem realmente problemáticos, dar assistência aos usuários e ensinar caminhos práticos para solucionar eventuais desafetos faz parte do relacionamento humano, não é um caso isolado das mídias sociais. Ou vocês realmente só estabelece relacionamentos verdadeiros e duradouros pelo Facebook?

Não pense em número, pense em qualidade e relevância. Essa é a verdade das mídias socias. Ter uma conta com 100 mil seguidores, dos quais apenas mil interagem verdadeiramente, é um tigre de papel. Parafraseando Uncle Ben, “grandes poderes trazem grandes responsabilidades”, então não force a grandeza, mas faça por merecê-la, pois talvez você ou sua marca ainda não estejam preparados para a o desafio. O crescimento será orgânico assim que tudo estiver alinhado para um relacionamento palpável da marca com o cliente/ amigo/ usuário, seja pela rede ou “ao vivo”.

SOBRE O ARTIGO: Este artigo foi feito por um(a) autor(a) que aceitou escrever para o blog ou que teve seu texto coletado da internet para publicação. Se você também gostaria de escrever para o COMUNICAR 360º ou quer indicar algo, mande um e-mail para criacao@ccapropaganda.com.br ou clique aqui e saiba mais como colaborar.

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