Home > Blog > CCAção > “NÃO BASTA SER PAI …”

super_ideia

Por Celso Campos – CCA.

Dia desses passando pelo posto de abastecimento de combustíveis habitual me deparei com um folheto de divulgação de evento que estampava o título: “Não basta ser pai, tem que participar!”.

Quem está no segmento de comunicação há tanto tempo ou mais especificamente de propaganda como eu e mais alguns milhares de consumidores, certamente se lembra dos comerciais de um gel “mágico” que prometia aliviar as dores provocadas por contusões. É provável que alguns outros milhares se lembrem da frase e a usarão em contextos muito diferentes daquela que a originou, sem mesmo se lembrar onde ou de quem a ouviram. O certo é que a tomaram como verdade para suas vidas e usarão outras como “Não é assim…”, por exemplo, de memória mais recente ligada à propaganda, capazes de transcender no tempo e serem apropriadas como forma de expressão em diferentes situações do cotidiano.

É tudo o que se pode querer para uma empresa, produto ou marca. É o sonho de qualquer criativo publicitário ou agência de propaganda.

Na contramão disso me recordei de empresas e empresários que embora acreditem na força da propaganda, alegam que para o “caso da sua empresa” o investimento em propaganda não é apropriado, principalmente as que não produzem para o consumo ou ainda, que prestam serviços a outras empresas.

Recordei-me também de pelo menos um cliente quando da tomada do chamado briefing alegar não ser isso necessário, já que a obrigação da agência era dizer aos consumidores que a sua empresa e o produto dela “são o melhores”. Admitindo-se como certa tal afirmação, aliás o adjetivo “melhor” é o mais empregado em todas línguas para destacar uma marca ou produto, o desafio continua sendo o como dizer, para levar as pessoas a se lembrarem e sejam capazes de diferenciar a mensagem dentre tantas outras.

Recordei-me também de clientes pelos quais passamos cuja mentalidade de ingerência a título de participação abalizada já engavetou muitas boas idéias para transformar campanhas em anúncios discriminativos, sem sal, sem apelo, sem graça, fadadas ao esquecimento por terem no seu conteúdo grande quantidade de lugares comuns.

Originalmente a propaganda destina-se à disseminação de conceitos que podem ser tão fortes a ponto de influenciar a sociedade, determinante para contrapor opiniões e promover novas abordagens como consumo consciente ou preservação do planeta e claro, venderem produtos.

Para qualquer empresa, sem dúvida, é possível trabalhar a sua imagem, a reputação da sua marca e seus produtos e reverter uma situação adversa de mercado, mas se usando propaganda da boa, capaz de fazer a diferença e essa propaganda tem antes de tudo de ser diferente. Fazendo refletir, emocionar ou divertir para ser entendida, empática e impactante.

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